Um dos mais comuns e fatais tipos de câncer, o de cólon pode prevenido com exames simples

0
604

Por Lilian Alevato

É preciso despir-se dos preconceitos e encarar o câncer de cólon com a seriedade e cautela que ele merece: é o segundo câncer mais comum entre as mulheres, o terceiro entre os homens e o quarto mais fatal no ranking geral – e a única prevenção, nesse caso, é o tempo.

Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de intestino, ou de cólon, pode ser mais facilmente combatido, mas, infelizmente, um grande número de pacientes ainda toma consciência da doença no estágio IV, bastante avançado, quando a medicina dispõe de poucos recursos.

Já que a cura para esse mal talvez esteja no relógio, é importante que todos se submetam com alguma frequência a exames que detectem algum tipo de sangramento ou presença de pólipos ou tumores que possam vir a se tornar malignos.

De acordo com as guidelines do Comitê Nacional de Qualidade dos Estados Unidos, todos os pacientes com idade entre 50 e 75 anos devem passar pelo processo precocemente, para identificar a existência de alguma evidência de câncer de cólon.

A análise menos invasiva é a chamada “sangue oculto nas fezes”, que, como o próprio nome explica, tem como objetivo identificar a presença de sangue nas fezes. Esse exame pode ser feito de maneira simples, com a comparação de três amostras, ou de uma maneira mais cara, em que uma única mostra é suficiente.

Embora seja rápido, eficaz e barato, muitos pacientes ainda ignoram ordens e pedidos médicos e nem sequer agendam o exame.

O exame endoscópico – a famosa colonoscopia – também é uma alternativa. Esse exame costuma ser certeiro e tem a vantagem de exibir imagens da área do intestino afetada por anormalidades, além de viabilizar a permitir a coleta de amostras de tecido (biópsia local).

Embora tenha muitos benefícios, a colonoscopia tem lá suas complexidades: ela pede anestesia e sedação, e só pode ser realizada em consultórios que disponham de recursos cirúrgicos. Antes de passar por esse exame, os pacientes devem seguir uma dieta, com uso de laxativos, para limpar o intestino e garantir uma visualização plena do tecido.

Quando o resultado da avaliação for normal, pede-se que os pacientes façam uma nova colonoscopia a cada dez anos. Caso sejam detectados pólipos, é necessária a remoção imediata e uma bateria de exames a cada três ou cinco anos – varia de acordo com a prescrição do gastroenterologista.

O tratamento do câncer de colon é definido de acordo com o estágio em que a doença é diagnosticada, sendo a cirurgia mais indicada para os estágios iniciais, acompanhada ou não de quimioterapia e radioterapia.

Nos EUA, os índices de sobrevivência a essa doença variam de acordo com o estágio em que se tem o diagnóstico: chegam a 75% quando o câncer é detectado na fase inicial e caem para 6% quando diagnosticado em estágios mais avançados.

Para melhor apoiar os pacientes, centros de tratamento de câncer de cólon oferecem suporte psicológico e dietas especiais, com educação sobre vitaminas e suplementos que ajudam a matar as células cancerígenas.

Ainda que diversas instituições e profissionais estejam preparados para acolher quem luta contra a doença, o melhor caminho ainda é a prevenção.

Tem mais de 50 anos? Então está na hora de fazer aquela sempre adiada visita ao gastroenterologista e garantir mais 50 anos e, de preferência, com bastante saúde!

Revista Facebrasil – Edição 53 – 2015
A revista mais lida pelos brasileiros na Flórida