Trump assina ordem executiva que altera regras que protegiam redes sociais

0
222

O presidente Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (28) ordem executiva que altera um dispositivo que evitava que redes sociais fossem legalmente responsabilizadas em certos tipos de processo. Na prática, esses sites podem ser processados pelo que o republicano considera “censura coletiva”.

A medida foi tomada após o Twitter marcar postagens de Trump com uma sugestão para que os usuários do site “checassem os fatos”. O presidente dos EUA afirmou que as empresas não podem ter essa proteção se continuarem a excluir publicações por critérios políticos.

“Eles [as redes sociais] têm poderes para censurar, restringir, editar, moldar, esconder e mudar virtualmente qualquer forma de comunicação entre cidadãos e a grande audiência do público”, disse.

Na terça-feira (26), o Twitter marcou pela primeira vez com o alerta para que seus usuários checassem publicações do presidente americano. As mensagens se referiam à votação nas eleições presidenciais de novembro deste ano. Trump insinua que existiria fraude no envio das cédulas aos eleitores pelos correios.

 “Caixas de correio serão roubadas, as cédulas serão falsificadas e até impressas ilegalmente e assinadas de forma fraudulenta”, disse Trump.

Um porta-voz do Twitter, citado pelo jornal “New York Times”, afirmou que as marcas nos dois posts desta terça foram incluídas porque os tuítes “contêm informações potencialmente enganosas sobre os processos de votação, e foram rotulados para fornecer um contexto adicional”.

Momentos depois, Trump usou o Twitter para acusar a própria rede social de “interferir nas eleições presidenciais de 2020”. O presidente dos EUA ainda chamou veículos de imprensa do país de “fake news”.

“O Twitter está sufocando completamente a liberdade de expressão, e eu, como presidente, não vou permitir que isso ocorra!”, tuitou. (Com informações e foto G1)