Seleção brasileira em baixa aos olhos do mundo

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Depois da eliminação na Copa da Rússia, a seleção brasileira voltou a se reunir em setembro para enfrentar os Estados Unidos, em Nova Jersey, e El Salvador, em Washington. O que marcou esses jogos foi o fato de os jogadores e do futebol brasileiro não despertarem mais tanta atenção do mundo. Em um passado recente, uma partida do Brasil lotaria estádios em qualquer parte do planeta, mas, nesses dois amistosos, a média foi de 30 mil pessoas, e o interesse das TVs locais foi pífio. Esse desinteresse com a seleção brasileira não começou agora, nem após a humilhante derrota para a Alemanha por 7 x 1 na Copa de 2014. Na verdade, ele é parte de um processo que vem desde o começo dos anos 2000.

Após conquistar o penta, em 2002, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fez contratos com empresas para que a seleção jogasse cada vez mais amistosos fora do país. Houve anos em que a seleção jogou mais fora do que no próprio Brasil. E não eram partidas com adversários fortes, que serviriam como testes importantes. Nos primeiros anos, os estádios lotavam, todos queriam ver Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Kaká, Cafu, Roberto Carlos e outros, mesmo que o adversário fosse um time desconhecido, mas, com tempo, o interesse foi diminuindo, e ao invés de atuar em grandes templos do futebol, a seleção canarinha chegou a jogar em estádios até da terceira divisão. Outro complicador foi que os craques foram parando, e os novos convocados não correspondiam.

Por todos esses fatores somados, o mundo não vê os jogadores como os “mágicos do futebol”, capazes de parar um país a cada visita da nossa seleção canarinha. Na verdade, nem os brasileiros parecem se importar, pois dão muito mais audiência para um jogo do Campeonato Brasileiro do que para amistosos da seleção, como mostram as audiências dos jogos – tanto pela mídia como em relação à presença dos torcedores nos estádios. Um triste momento do futebol pentacampeão mundial.