Revista Facebrasil 93

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Era uma vez

por Marco Alevato

Todas as vezes que começo um editorial, a maior dificuldade é pensar o que dizer e como compartilhar meu sentimento pessoal sobre o momento de nossa sociedade imigrante, em nossa amada Flórida Central.

Duas coisas vêm me preocupando muito. A primeira é fluxo imigratório. Um verdadeiro êxodo, com no mínimo 10 famílias por vez, que agora chegam em grupos. Isso não tem problema nenhum, pois entendo que tem que sair mesmo do Brasil e da sua estrutura viciada e corrupta. O que me preocupa é o fato que como estas pessoas buscam o processo de socialização, algumas, infelizmente, com a equívoca opinião que não precisam do sistema e da sociedade já implantada, para dar certo nesta terra, e que poderia ser criado um novo estado brasileiro na Flórida Central – isso eu garanto: é impossível. Paralelo a esta questão, os imigrantes precisam tomar cuidado para não trazerem os hábitos, os problemas e as diferenças que os afastaram do prefixo (55) e os trouxeram para o prefixo (1),  independentemente de usarem o mesmo WhatsApp e assistirem aos mesmos canais de televisão, que graças as tecnologias estão disponíveis aqui. Precisamos ver como isso poderia ser amenizado. Já existem escolas na Flórida Central onde as classes são ocupadas por 1/3 de brasileiros ou mais. Não integrar é sinônimo de estar à parte. 

A outra situação que vem me preocupando é a quantidade de histórias sem pé nem cabeça que estão surgindo. Entidades que não existem, nomeando pessoas que se orgulham de ser representantes; eventos com celebridades sem nenhuma audiência; cursos e palestras ensinando como chegar a algum lugar, sendo que o mentor nem saiu do ponto de partida; grupos oferecendo investimento milionários representados por pessoas que não têm nenhum histórico; festas comemorando aniversario de algo que sequer aconteceu. São tantos casos absurdos que se eu fosse narrar todos, teria que escrever um tratado de psiquiatria ou de pilantragem. Mas isso tem uma explicação no DNA dos brasileiros, tanto de aceitar como de inventar. Se estudarmos os primórdios da eugenia, veremos que essa briga vem de longe. Mas para isso, graças a Deus, temos o Google. 

Por outro lado temos a Facebrasil, que vem em sua edição 93 com assuntos super interessantes, entre eles como as mudanças no EB-5 podem afetar o processo imigratório dos brasileiros. Na seção de saúde, a Dra. Lilian Alevato mostra que o ditado popular “Quem canta seus males espanta” é comprovado pela ciência com os benefícios da música para a saúde. Vamos dar boas-vindas para Rodrigo Beretta que passa a integrar nosso seleto quadro de colunistas, onde vai falar sobre empreendedorismo e no seu primeiro artigo nos mostra a importância da pesquisa de mercado. Aproveitamos ainda para falar sobre gafes no trabalho e a Teoria da Terra Plana. No esporte, com Marco Meccia,  temos o mais novo complexo de futebol da comunidade de Celebration. Assim, buscamos todos os meses a melhor forma de trazer, para você, nosso querido leitor, muita informação para cruzarmos esse nosso planeta cheio de oportunidades e de perigos, chamado imigração. 

Conte com a gente! Qualquer dúvida ligue, pois queremos muito ser o seu porto seguro. Equipe Facebrasil. Boa leitura!