Quem vai pagar a conta – na revista Facebrasil 92

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Quem vai pagar a conta

por Giovanni Alevato

As reservas de proteção ambiental espalhadas por todo o planeta se mostraram eficientes para proteger e preservar o meio ambiente. Replicar este modelo, como se tem feito ao longo dos últimos 100 anos, é uma medida eficaz e tem a vantagem de criar vários parques que fomentam o turismo ecológico, e que contribui para o progresso de muitos locais espalhados pelo mundo a fora.

A ideia de parque ecológico é a de preservação. Que tal avançarmos nessa proposta e pegarmos áreas degradadas e fazermos ali parques ambientais com reflorestamento seletivo, inserção de espécies nativas de flora e fauna? Com o intuito não só de tentarmos restabelecer o “status quo ante”, como também de revitalizar o meio ambiente como um todo e criar um microclima. Propostas como estas estão tomando força e já são realidade em vários lugares do mundo. No Oriente Médio, em Dubai e no Egito, e no Brasil, no Espírito Santo por exemplo, já temos áreas sendo reflorestadas em um esforço monumental e lucrativo. E quando falo em lucro, falo não tão somente do lucro ambiental, como também do viés financeiro.

Tenho convicção que a exploração do espaço, da Lua e Marte, serão tecnologicamente importantes, principalmente do ponto de vista das descobertas de equipamentos e meios, como também do que não devemos fazer ou das limitações de uma possível mudança da raça humana para outro planeta, pois os custos envolvidos e as dificuldades em relocar uma espécie tão complexa e interdependente de outras espécies animais tem que ser levadas em conta, bem como, tenho certeza, que o uso de fontes renováveis de energia, fotovoltaicas e de aerogeradores, poderão em pouco tempo nos ajudar a reverter as condições de degradação a que chegou o nosso Planeta.

É sabido hoje que, as diversas reuniões que já foram realizadas para o alinhamento de pensamento entre as diversas correntes, ainda não se chegou há um veredito inteligível. Mas isso é só uma questão de tempo, pois não podem os ecologicamente míopes não enxergarem os alarmantes sinais do degelo nas calotas polares, nem as mudanças climáticas que assolam todo o orbe terrestre. A verdade é que para haver um consenso, precisamos que os espíritos se desarmem e que cheguemos a um projeto que atenda à maioria, mas a verdade que não podemos esquecer, é que é só uma questão de acertar quem vai pagar a conta.