Reflexos da greve dos caminhoneiros no Brasil 

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A greve dos caminhoneiros que entrou nesta quinta-feira, dia 24 de maio, no quarto dia já atinge 25 estados e o Distrito Federal. É uma mobilização contra a alta do preço do diesel. Os protestos tem provocado transtornos para os motoristas com as interdições nas principais estradas do Brasil.

Os caminhoneiros querem que o governo altere a política de preços e controle os aumentos. A Petrobrás chegou a anunciar 11 reajustes nos preços da gasolina e do diesel, em 17 dias. Os especialistas explicam que esta escalada vem desde 2017, e ocorre em virtude de uma série de fatores, como por exemplo a alta do dólar.
Para baratear o diesel,  governo decidiu aliviar a carga tributária, abrindo mão do Cide – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. Mas falta a aprovação do Congresso. E os caminhoneiros dizem que só voltam para o trabalho, quando a norma for publicada no Diário Oficial da União.

Enquanto isso, a greve afeta vários setores da economia e tem provocado desabastecimento de alimentos, materiais hospitalares e combustível.

O Brasil é um país que se utiliza basicamente do transporte rodoviário e,  por isso, depende dos caminhões para fazer a entrega de produtos.

Alguns hospitais chegaram a suspender procedimentos agendados pela falta de medicamentos. Também há relatos de desabastecimento em supermercados.  Em diversos segmentos, a produção nas fábricas foi cancelada e, 15 montadoras de veículos estão sem atividade. Os Correios suspenderam a entrega de alguns tipos de Sedex com data e horário agendados.

A falta de combustível provocou a redução nas frotas de ônibus em várias cidades, inclusive em capitais. Alguns aeroportos estão com as operações ameaçadas.  Há filas nos postos e em alguns lugares os consumidores dizem que estão sendo cobrados valores abusivos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou nesta terça-feira (24), uma série de medidas para garantir o abastecimento e coibir o preço abusivo. Entre elas, a suspensão da exigência da mistura de etanol na gasolina e a liberação de distribuidores vinculados a uma marca para vender o combustível de outra.

A greve dos caminhoneiros também é destaque na imprensa internacional e nas agências de notícias.