O jejum intermitente se tornou bastante popular entre pessoas que desejam emagrecer sem renunciar por completo a alimentos calóricos. O método alterna períodos de jejum, em que apenas água e bebidas não-calóricas como chás e café sem açúcar podem ser ingeridas, e as janelas de alimentação.
A intenção é acelerar o metabolismo e fazer com que o corpo utilize as reservas de gordura como principal fonte de energia para a realização das atividades diárias, visando a diminuição de massa gorda.
O jejum intermitente oferece benefícios para a saúde que vão além da perda de peso. De acordo com um estudo publicado no periódico científico British Journal of Nutrition, a dieta reduz as taxas de gordura no sangue e diminui a pressão arterial, o que contribui para a prevenção de doenças cardiovasculares.
O método desencadeia alterações metabólicas que contribuem para maior resistência ao estresse, melhor regulação do açúcar no sangue, redução da inflamação, redução do colesterol e da frequência cardíaca em repouso — o que se traduz em aumento da longevidade e menor incidência de doenças.
O jejum intermitente previne o envelhecimento precoce porque ao diminuir o consumo de açúcar e gordura, e priorizar os alimentos ricos em fibras, minerais e vitaminas, ajuda a diminuir a inflamação, promover a hidratação e estimular a produção de colágeno, diminuindo as rugas e o envelhecimento precoce.
Outro benefício é a prevenção da flacidez. Com o jejum, a taxa do hormônio do crescimento (GH) no sangue se eleva em até cinco vezes. Por conta disso, além deste hormônio facilitar a queima de gordura do corpo, ajuda a aumentar a massa muscular, prevenindo a flacidez.
O jejum intermitente não é uma dieta feita por período determinado, mas sim um padrão de alimentação de longo prazo. Existem diferentes variações de período de jejum e janela de alimentação que vão depender de cada indivíduo, o que requer acompanhamento de um profissional capacitado.
Tipos de jejum intermitente
Dieta 5:2
Na dieta popularizada pelo jornalista científico Michael Mosley, é possível comer sem restrições por 5 dias da semana e ingerir até 500 calorias nos outros dois.
Método 16:8
A pessoa faz jejuns diários de 16 horas com janelas de alimentação com 8 horas de duração.
Método 20:4
Consiste em ficar 20 horas sem comer, fazendo as refeições nas 4 horas restantes do dia.
Método 12:12
É baseado no jejum por 12 horas e a janela de alimentação acontece nas outras 12 horas do dia.
Método de 24h
A pessoa fica um dia inteiro sem comer, sendo que este tipo de jejum pode ser feito 2 ou 3 vezes por semana.
Depois do período de jejum, os especialistas recomendam comer alimentos de baixo índice glicêmico e de fácil digestão. De preferência, evitar o excesso de gorduras ou açúcares. É recomendada a ingestão de alimentos de qualidade, com um balanceamento adequado dos nutrientes.
Para garantir bons resultados, a sugestão é dar preferência para alimentos de alto volume, mas com poucas calorias, como pipoca, vegetais crus e frutas com alto teor de água, como as uvas. Escolher alimentos ricos em nutrientes após o período de jejum ajuda a manter a saciedade e uma boa saúde.
A má execução do jejum pode gerar efeitos colaterais desagradáveis, entre eles desmaios, hipoglicemia, sonolência e fraqueza intensa. Por isso, é muito importante ressaltar que qualquer dieta, seja por motivos de saúde ou estéticos, nunca deve ser feita sem o acompanhamento de um médico e/ou de um nutricionista.



