O vazio interior e a possibilidade de se reinventar

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O ser humano é complexo demais para caber em teorias.

Às vezes, tudo o que queremos é sentir, apenas viver o momento, sem explicações ou preocupações.

Não devemos ter medo do vazio.

Segundo Edward de Bono, considerado a principal autoridade no campo do pensamento criativo, “Tal como o espaço vazio numa pintura, o tempo em que nada acontece tem seu propósito”. É a partir do vazio que surge algo novo.

Mas não se engane, entrar em contato com o seu próprio vazio na era da tecnologia não é tarefa fácil. Responder e-mails, WhatsApp e ser o tempo todo bombardeado com novas informações nos afasta da pessoa que muitas vezes fica esquecida na correria do dia a dia: nós mesmos.

É claro que entrar em contato com o seu próprio vazio não deveria ser mais uma daquelas preocupações corriqueiras.

Nas palavras da imortal Clarice Lispector, “O vazio tem o valor e a semelhança do pleno. Um meio de obter é não procurar, um meio de ter é não pedir e somente acreditar que o silêncio que eu creio em mim é a resposta a meu mistério”.

Conhecer e sentir seus silêncios exige que você escute suas vozes interiores, que se encontre de verdade. Como disse a jornalista e escritora brasileira Martha Medeiros, “Nosso mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de nós, onde não nos enxergamos, mas podemos sentir nós mesmos”.

Marina Zema é formada em Psicologia e trabalha com desenvolvimento de pessoas. Gosta de ouvir para descobrir o mundo particular de cada locutor e assim conhecer melhor seu próprio interior.

Revista Facebrasil – Edição 49 – 2015
A revista mais lida pelos brasileiros na Flórida