O tempo está passando rápido demais

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Antes de pensar grande, necessário é pensar pequeno, mas antes de tudo, temos que pensar.

As razões para as mudanças climáticas são óbvias, as atitudes governamentais, pífias, e o esforço da população inteligente e engajada é incapaz de resolver, por melhor que sejam seus propósitos.

Os recursos despendidos nestes últimos 33 anos – sim, caro e atento leitor, já faz 33 anos que o Collor foi o cicerone do “Rio Earth Summit 1992”, chancelado pela ONU e presenciado por representantes de 175 países –, e uma soma enorme de recursos é gasta com reuniões e tentativas de acordos, não resultaram em nada de concreto feito em prol do Planeta Terra.

A distorção das inações já passou do aceitável.

O hiato entre o que pensam e o que falam, e pior, o que não fazem, já poderia ser considerado crime de lesa-humanidade.

O mal que já está feito e o que ainda está sendo feito são irreparáveis! Os desafios não serão vencidos com pequenas ações, mas seria melhor que elas fossem tomadas, pois quem não faz pequenas certamente não fará as grandes!

O Greenpeace adverte para um crescimento do desmatamento na Amazônia, e isso provoca uma piora substantiva do quadro hídrico brasileiro, o que fará aumentar a seca em todo o cone sul da América do Sul.

Os preços de commodities como ferro e aço estão caindo pelo mundo inteiro, fruto de uma ação inteligente da reciclagem, que faz cair o ritmo da cadeia produtiva do aço, da extração até a usinagem. Esse proceder pode ser usado com outras commodities como plásticos em geral, alumínio, vidro, e com isso desacelerar a extração desses recursos.

Mas nem só de más notícias vivemos no âmbito da preservação e conservação do meio ambiente. Empresas como a Tesla, Total, GE e Siemens anunciam que já estão em fase de produção baterias de íon-lítio para uso doméstico com a finalidade de armazenar energia gerada por painéis solares. A da Tesla, com capacidade de 7 kWh, custará U$ 3 mil.

Outra excelente notícia vem da Alemanha, onde a Audi conseguiu um feito fabuloso de produzir um diesel ecológico, a partir de água e CO2 – um catalisador captura gás carbônico (poluição atmosférica), mistura com hidrogênio retirado da água, e o resultado é um líquido que os pesquisadores chamam de “blue-crude”, que, após refinado, dá origem ao “e-diesel”.

Vamos poupar água e todos os outros recursos naturais. O Planeta agradece.

Giovanni Alevato é empresário, formado em gestão ambiental pela COPPE-UFRJ. Adora viajar, cozinhar e, acredite se quiser, trabalhar.

Revista Facebrasil – Edição 51 – 2015
A revista mais lida pelos brasileiros na Flórida