O que falar? – por Marco Alevato

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O mundo está em um colapso ético e moral. Se não, temos um grande conflito de referências. 

Esta semana tivemos mais um caso envolvendo uma policial americana e um homem negro. A veterana, com 29 anos de serviço à comunidade, que por uma ação de resistência a uma recondução ao sistema prisional de um condenado com ordem de prisão, sacou a arma de fogo, ao invés da arma de choque, acidentalmente durante uma luta com o infrator.

Fica a pergunta: o que a sociedade estaria buscando?

É evidente que está errado matar uma pessoa por simples desobediência, mas precisamos entender o nível de estresse que esse momento emprega na cabeça do policial.

Acredito que as empresas de notícias não estão entendendo o que pode acontecer, caso as forças policiais desistam de suas ações de embate, uma vez que é forte a pressão sobre a força policial e os políticos que precisam ser reeleitos.

Imagine só a situação, se não tivermos uma polícia forte e presente. 

O pior é o que vai acontecer com a renovação. Se as crianças perderem a vontade e a admiração pelo papel da polícia. Não teremos mais a brincadeira de polícia e ladrão, teremos a figura de conselheiros e ladrões? 

A polícia foi feita para nos proteger e nos orientar, para se fazer presente quando precisamos. Geralmente, quem se envolve com a polícia, já teve problema com os pais, com os vizinhos, com os colegas de escola. 

É claro, que precisamos entender que as que pessoas erram e cometem crimes, têm direito a uma nova chance. Mas, se não tivermos uma polícia presente e atuante, como faremos para que essas pessoas se arrependam dos erros? Ou vamos para outro lado, onde deixamos de achar errado as ações cometidas por meliantes e a polícia passa aconselhar ao invés de intervir?

A verdade é que a polícia está no limite da resistência. A verdade é que a cada dia, temos mais pessoas cometendo crimes. A verdade é que a sociedade está em conflito, entre os que querem a ordem e os que querem o caos.

Daí temos a corrupção, o tráfico de drogas, a lavagem de dinheiro, dentre outros crimes que a polícia não mata e, em muitos dos casos, não prende. 

Voltando para o exemplo acima, a criança vê isso e pensa: por que não eu?

A sociedade precisa dar o exemplo. Precisamos denunciar o vizinho violento, o marido violento, precisamos mostrar para as crianças que estudar e trabalhar é o caminho mais seguro para um futuro. Também precisamos organizar nossas finanças, ensinar nossas filhas a não engravidar antes do desejado. Precisamos atuar como pais e cidadãos do bem.

Antes de julgar a policial que depois de 29 anos de bons trabalhos, se envolve em uma cilada do destino, e agora pode ficar com tantos outros que ela prendeu. Se coloque no lugar dela. 

Ensine seu filho que o policial está sempre querendo voltar para casa, mas que ele precisa cumprir suas tarefas. E, que precisamos obedecer. Se o policial  mandar parar, pare.  Se mandar seguir,  siga. Nunca entrar em conflito. 

Assim, tudo vai dar certo no final do dia. Todo mundo vai voltar para casa ou alguém vai para cadeia.

Vamos pensar nisso e ensinar os nossos filhos a seguirem as leis e não se envolverem com problemas. Realmente, não custa nada, fazer direito.