Nova York vai ter programa de saúde para imigrantes ilegais

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O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou um plano para ampliar o acesso de 600 mil nova-iorquinos sem seguro de saúde – boa parte deles imigrantes ilegais – à rede municipal de hospitais e clínicas de saúde básica.

O plano vai se chamar NYC Care e vai ter um custo anual de US $ 100 milhões. Bill de Blasio quer garantir que todos os nova-iorquinos tenham acesso a serviços de saúde, independentemente do status imigratório ou da renda. A estimativa é de que 600 mil pessoas sejam beneficiadas.

O sistema municipal de saúde de Nova York é composto por 11 hospitais públicos e 70 clínicas, todos gratuitos. Além de um plano de saúde de baixo custo, que opera dentro do Obamacare.

Mas, segundo o governo, a população tende a usar a rede pública apenas no caso de emergências, sem aproveitar o serviço para consultas de rotina ou exames simples, e muitos imigrantes não sabem que estes serviços também se estendem a eles.

Numa primeira etapa, a prefeitura pretende ampliar o plano de saúde municipal Metroplus, que tem mensalidades que dependem da renda do morador, mas só está disponível a cidadãos americanos e residentes com visto em dia, o que excluiria os imigrantes indocumentados.

A segunda fase  é para quem não pode ou não quer ter um plano de saúde. O sistema vai cadastrar os interessados, que não precisam apresentar documentos que comprovem status imigratório, para em seguida designar um clínico geral para cada usuário e facilitar o agendamento de consultas, que serão pagas de acordo com as possibilidades financeiras de cada um. Haverá também um serviço telefônico gratuito 24 horas por dia.

Com informações Washington Post