Mitomania – a doença da mentira

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Todo mundo mente de vez em quando, mas há algumas diferenças nessa prática. Existe a chamada “mentira do bem”, quando, por exemplo, você visa acalentar uma pessoa que está sofrendo de um problema de saúde, seja com ela, seja na família, quando você tenta minimizar um erro de alguém no trabalho, dizendo que não foi nada demais, etc. Há também os que mentem por desvio de caráter. Porém, há um caso mais grave envolvendo o fato de contar inverdades sistematicamente, que é chamado de mitomania.

A mitomania é a compulsão por mentir. A pessoa acometida por essa doença mente constantemente, ora sobre coisas simples, ora sobre situações absurdamente fora da realidade.

Principais sintomas de um mitômano

Ama ser o centro das atenções e, para isso, sempre cria várias histórias fantásticas para que ele seja o mais notado em uma roda de conversa.

Não consegue manter um relacionamento amoroso, pois a dificuldade de sustentar suas mentiras atrapalha, e a outra pessoa acaba desistindo.

Tem dificuldade para se manter em um trabalho, pois suas mentiras acabam irritando seus superiores e demais colegas.

Quando alguém tenta checar as informações que ele está contando, pedindo mais detalhes, o mitômano tenta desviar o assunto ou fica irritado com as perguntas.

Apesar de tentar aparentar que é superior, o mitômano é totalmente inseguro e tem problemas de autoestima, ou seja, até a imagem que ele tenta passar não é verdadeira.

Diferentes causas

A mitomania tem mais de uma causa. Pode estar relacionada ao narcisismo ou ao transtorno de personalidade histriônica (necessidade de atenção). Pode estar ligado ao fato de a pessoa ser bipolar e, quando estiver na fase da positividade, passar a contar mentiras, ressaltando qualidades que não tem, alterando fatos que lhe foram negativos, criando um desfecho positivo, etc. Outra causa pode ser um grave transtorno psicótico; nesse caso, muitas vezes, a pessoa nem saberá quando está mentindo ou dizendo a verdade.

Tratamento

Não é fácil para o próprio mitômano admitir que há algo errado com ele, mas parentes e amigos mais próximos conseguem detectar o problema e devem convencê-lo a buscar ajuda médica.

O primeiro passo para quem vive com um mitômano é evitar confrontá-lo ou chamá-lo de mentiroso. Deve-se esperar o momento certo em que uma de suas mentiras seja descoberta e ele passe por algum constrangimento, para mostrar-lhe apoio, mas também a necessidade de tratamento. Com muito tato, deve-se buscar explicar-lhe o quanto essas mentiras o prejudicam.

O passo seguinte é consultar um psicólogo, que irá averiguar se a mitomania não tem relação com alguma outra doença mental; se tiver, ele será encaminhado a um psiquiatra. Mas, se não for o caso, o mitômano será tratado com terapia. Não éum processo fácil, por isso, será necessário muito apoio dos que lhe são próximos, para que o próprio se sinta acolhido e queira se curar.

Além de ser doença, mentir compulsivamente trará sérios problemas à vida do mitômano, pois ele dificilmente conseguirá se manter em um emprego, ter amigos que confiem nele ou um relacionamento amoroso.