Mais uma noite de protestos e confrontos nos EUA

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Neste domingo (31), manifestantes voltaram às ruas nas principais cidades dos Estados Unidos. Foi sexto dia de protestos contra o racismo depois da morte do ex-segurança George Floyd.

Ao menos 40 cidades estão sob toque de recolher, segundo a CNN.

A maior parte dos protestos ocorreu de maneira pacífica, e policiais chegaram a participar dos atos em algumas cidades à tarde. No entanto, houve confrontos ao anoitecer. Há registro de conflitos em Nova York, Chicago, Boston e San Diego.

Em Minneapolis, cidade onde George Floyd morreu, um homem com um caminhão avançou contra os manifestantes. Segundo a Associated Press, somente o motorista teve ferimentos leves. Manifestantes tentaram agredi-lo após acelerar contra o grupo, mas o homem acabou detido em seguida.

Na capital Washington, centenas de pessoas se dirigiram à Casa Branca, sede do poder dos EUA. Por volta das 19h, a situação ao redor do edifício ficou mais tensa e policiais foram chamados para evitar que o grupo ultrapasse barreiras de contenção. Bombas de gás foram lançadas contra manifestantes que atearam fogo em carros e objetos. Todas as luzes da Casa Branca foram apagadas por medidas de segurança.

Militares da Guarda Nacional atuarão nas cidades onde houver maior tensão, a pedido de governadores. No sábado, Donald Trump disse que as forças dos EUA estariam “de prontidão” caso precisassem intervir nos protestos. Pelas redes sociais, o presidente parabenizou a atuação da Guarda Nacional nos protestos e criticou a mídia e o movimento antifascista “Antifa”. Em tuíte, ele disse que irá designar o Antifa como uma “organização terrorista”.

Em diversas partes dos Estados Unidos, policiais participaram dos atos ao se ajoelharem diante dos manifestantes — um dos símbolos das manifestações, uma vez que Floyd morreu após ser visto com um policial prensando seu pescoço com o joelho.

Os protestos se espalharam por outros países, como Reino Unido, Alemanha e Canadá. O Brasil também teve manifestações antirracistas.

George Floyd morreu no dia 25 de maio, depois de ser asfixiado pelo policial Derek Chauvin em Minneapolis, no estado de Minnesota. Na sexta-feira (29), Chauvin foi detido e acusado de homicídio. Documentos obtidos pela rede CNN mostram que a fiança do policial foi estabelecida em US$ 500 mil.

Segundo a acusação contra Chauvin, ele manteve seu joelho sobre o pescoço de Floyd durante os 8 minutos e 46 segundos, sendo que nos últimos 2 minutos e 53 segundos o homem, negro, já estava inconsciente. A autópsia informou, entretanto, que não houve “nenhum achado físico que apoie o diagnóstico de asfixia traumática ou estrangulamento”.

No entanto, o efeito conjunto de George Floyd ter sido asfixiado mais suas condições de saúde pré-existentes e a possibilidade de haver substâncias intoxicantes em seu corpo “provavelmente contribuíram para sua morte”, de acordo com a acusação. (Com informações e fotos G1 e CNN)