Cuidado para não se tornar chato ao expor os filhos nas redes sociais

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Os filhos são, sem dúvida, o grande motivo de orgulho dos pais. Desde os primeiros passinhos até quando obtêm grandes conquistas profissionais, ficamos tão felizes que queremos contar a todos, o que é absolutamente normal, afinal de contas, todo mundo tem um pouco de pai ou mãe-coruja. Em tempos de internet, esse hábito ganhou ainda mais poder, e muitos, sem perceber, se tornam inconvenientes pelo excesso de postagens mostrando e comentando praticamente tudo o que os filhos acabaram de fazer.

A “ostentação” dos filhos começa antes mesmo de eles nascerem. Nas redes sociais, há muitas mães que postam dezenas ou até centenas de fotos mostrando a barriga de grávida e relatando informações do tipo “Hoje ele não parou de chutar”, “Sentindo muitos enjoos”. Várias futuras mamães realizam ensaios fotográficos com profissionais caros e, tão logo as fotos ficam prontas, já as despejam na internet. Não haveria nada de errado em registrar esses momentos, mas compartilhá-los deveria ser apenas com familiares e amigos muito próximos. Ao colocar em uma rede social para 500, 1.000, 2.000 pessoas ou mais verem, acaba se tornando algo cansativo para quem não é tão íntimo.

Quando o bebê nasce, a mesma situação se repete. Poucos minutos do parto e já há fotos e vídeos dele nas redes sociais. Independentemente de terem sido postados pelo pai ou parente próximo, aquele é um momento que deveria ser curtido intensamente, sem pensar em Facebook, Instagram, etc. Dias depois, colocar uma ou duas fotos dos pais com o bebê é algo bacana, mas não precisa realizar uma nova postagem a cada meia hora.

Nos meses seguintes, o mesmo hábito prossegue. Nasce um dentinho: foto na internet; está tirando uma soneca: foto para informar; comeu toda a papinha: corre para avisar no Face. Notem como essas ações, que se tornaram corriqueiras, quando são analisadas com calma, parecem totalmente sem sentido.

Também é comum, durante a infância dos filhos, muitos pais exagerarem na exposição deles nas redes sociais. Novamente, cabe a ressalva: não se trata de considerar errado postar, vez ou outra, uma foto da criança, mas sim a ostentação interminável. “A professora disse que minha filha é a mais inteligente da escola”, “Vejam como estou bonito vestido de Superman”, “Olha a cara dele de chateado porque cortou o cabelo”. Por trás dessa exposição, há uma clara necessidade de aceitação para se sentir bem, vendo quantas curtidas e comentários aquela postagem receberá.

Infinitamente mais importante do que se preocupar em registrar e postar na internet praticamente tudo o que seu filho faz é o ato de curtir com ele e com os demais membros da sua família o que está ocorrendo. Lembre-se sempre, não é porque muita gente está fazendo uma coisa que isso a torna correta. Tenha bom senso em não expor demais seus filhos nem passar como o(a) chato(a) do seu grupo de amigos virtuais.