Consumo de produtos locais ajuda a economia e o meio-ambiente

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Por Giovanni Alevato

Alguém disse uma vez que o sucesso é 99% transpiração e 1% inspiração.

Acontece que, muitas vezes, excelentes ideias se perdem no curso do exercício de tirar do papel e colocar em funcionamento.

Consumidores compram suas necessidades e objetos de desejo de forma cotidiana, sem muito se importar onde ou como aquele objeto foi produzido, sem preocupações com as ações para a preservação ou conservação do meio ambiente, com as condições de trabalho dos operários ou agricultores que os produziram, ou seja, sem fazer uma pesquisa, por menor que seja, para não comprar produtos e serviços que não estejam de acordo com as suas convicções sobre a “saúde” do planeta.

Nossas ações vão de certa maneira somando quilos e transformando-os em toneladas de CO2, um dos maiores vilões do efeito estufa, que assola e amedronta com relação ao aquecimento global, responsável pela degradação do clima planetário.

Ao longo dos séculos, o planeta Terra já esquentou e esfriou em um ciclo normal, e isso é provado por estudos conduzidos por cientistas. É verdade, também, que a população humana hoje, já ultrapassa os 7,5 bilhões de habitantes, e esse número tende a crescer em 1 bilhão a cada década. A nossa espécie necessita cada vez mais de alimentos, e a produção de alimentos também consome quantidade gigantesca de recursos naturais, como a água. O gado precisa de espaço para pastar, sem falar na emissão de metano que os bovinos e suínos emitem durante seu processo de engorda para alimentar essa população crescente.

A queima dos combustíveis fósseis, somada à degradação do meio ambiente e dos malefícios causados pelo estilo de vida da raça humana, são componentes de uma equação que, nos últimos cinco anos, venho alertando nos artigos que escrevo. Não há uma solução por decreto ou por passe de mágica, e a cada dia que passa, a solução fica mais longe e demorada.

Os incêndios na Europa, no Brasil, na Califórnia, entre outros lugares, ficam cada vez mais frequentes, assim como os furacões no Caribe e no sul dos Estados Unidos também, e podem ter certeza de que esses fenômenos climáticos estão intrinsecamente conectados.

Revista Facebrasil – Edição 76 – 2017