Conheça os benefícios e os riscos de tomar vitaminas

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Durante a consulta médica de check-up, raramente nos lembramos de listar todas as vitaminas que usamos diariamente.  Quando o medico  nos pergunta se estamos tomando algum medicamento, não associamos “suplementos vitamínicos” a essa classificação.

E é aí que o problema começa… Sem saber a quantidade e o tipo de vitaminas que o paciente usa diariamente, o médico pode incorrer em erro de diagnóstico, já que algumas síndromes podem ser consequência do uso indiscriminado de vitaminas.

O meu objetivo, ao escrever este artigo, é trazer o máximo de informação possível para evitar o uso indevido de uma classe de vitaminas que normalmente só traz benefícios aos pacientes, mas que, por outro lado, pode trazer sérios problemas quando utilizada em combinação com outros medicamentos.

Uma boa alimentação, balanceada, já seria o suficiente para nutrir nosso organismo com as vitaminas necessárias para o dia a dia. Em geral, as vitaminas são receitadas em casos específicos de deficiência de uma vitamina determinada. Um bom exemplo disso é a vitamina D – que é medida no sangue na fase adulta como prevenção de osteoporose.

A partir do resultado do exame, seu médico avaliará a dose necessária diária, que pode ser de 1.000 unidades até 10 mil unidades.

As vitaminas chamadas hidrossolúveis normalmente são eliminadas pelo organismo quando ingeridas em grandes quantidades. São elas a C e todas do complexo B. Isso não impede, porém, que produzam  efeitos tóxicos quando ingeridas em excesso.

As vitaminas A e D são as chamadas lipossolúveis; quando ingeridas em quantidades elevadas, passam a ser armazenadas em nosso organismo, podendo causar sintomas de intoxicação, como dor de cabeça, coceira pelo corpo, vermelhidão na pele e dores de estômago. Síndromes mais graves também podem ser desenvolvidas, como pedra nos rins, arritmias cardíacas e confusão mental.

O ácido fólico normalmente não causa sintomas de toxicidade, mas pode mascarar deficiência de outras vitaminas, como a B12, caso seja ingerido em grandes quantidades.

Quem realmente deve tomar vitaminas?
• Mulheres grávidas se beneficiam porque estão num período de alta demanda de nutrientes e vitaminas; o ácido fólico é usado para diminuir a possibilidade de o bebê nascer com malformações congênitas.
• Pessoas que estão em dieta com menos de 1.200 calorias diárias
• Pessoas que são estritamente vegetarianas.
É muito importante ressaltar que o tabagismo é causa de diminuição de absorção de vitaminas pelo organismo. Mais uma razão para parar de fumar!
Que deve evitar o uso de vitaminas?
• Pacientes que tomam diversos medicamentos para doenças crônicas devido à interação medicamentosa. Um bom exemplo são os medicamentos para afinar o sangue – eles não devem ser utilizados com vitamina E e K.

Lista das principais vitaminas, benefícios e onde encontrá-las na nossa alimentação.

Vitamina Benefício Fonte
A Beneficia o sistema imunológico, cicatrização, pele e cabelo, além da saúde dos ossos e dentes
Frutas cítricas, vegetais como couve e espinafre, fígado de boi
Complexo B (B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9 e B12) Ajudam na produção de energia para o corpo; fazem parte da formação de células sanguíneas
Grãos como feijão e lentilha, derivados do leite, carne, peixe e ovos
C Protege o organismo contra os efeitos dos radicais livres (que deterioram nosso organismos); dessa forma, combatem o envelhecimento e melhoram a saúde de nossos tecidos
Morango, tomate, couve-flor, pimentão verde, repolho, melancia e mamão papaia
D Ajuda na saúde dos ossos, além de ser reconhecida como fator de proteção contra o câncer de pâncreas, mama, próstata, cólon e pele
Peixes como tuna, salmão. E óleo de peixe em geral
E Ajuda o organismo a combater infecções por vírus e bactérias, além de ser um facilitador de absorção de vitamina K
Cereais, sementes como castanha-de-caju, amêndoas e pistaches
K Responsável pelo processo de coagulação sanguínea e fixação de cálcio nos ossos
Brócolis, aspargos, repolho, espinafre, couve, fígado de boi, chá verde

Lilian Alevato é médica especializada em cardiologia, medicina interna e administração em saúde. A carioca trabalha há 15 anos na área de Managed Care, Compliance e Qualidade, tendo desenvolvido inúmeros projetos relacionados ao gerenciamento de cuidados a pacientes em estado crônico.

Revista Facebrasil – Edição 49 – 2015
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