Confiança ou confiabilidade? – por Marco Alevato

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Tudo é uma questão de confiança. Precisamos primeiro confiar em nós mesmos e só depois confiar em alguém. A confiança começa em si, por isso começo esse bate-papo com confiança. 

“Parece que o momento é um momento mutante, inspirado na Marvel. Parece que as relações estão se transformando e, padrões antes aceitos como anormais ou imorais, agora começam a fazer parte de nosso dia a dia. Poderia exemplificar, mas isso seria indelicado na moderna relação interpessoal.” 

A verdade é que na vida precisamos estar sempre em movimento. Não conheço ninguém que chegou aos seus objetivos simplesmente pensando como chegar. Precisamos confiar em nossos planos, mas planos sem ação são somente sonhos – sei que essa frase já foi dita por outras pessoas, mas, se a vida é um baile, ficar sentado olhando os outros dançarem não vai dar certo, o baile acaba de repente, algumas vezes com avisos, mas na maioria dos casos simplesmente acaba.

A verdade é que com a confiança em si mesmo, consegue-se criar mais oportunidades, que encontrar oportunidades. Imagine que os 10 bilionários mais comentados no mundo, fizeram seus bilhões em apenas uma geração. Parece que isso é uma razão para desistir, mas não é. O propósito dessa opinião é mostrar a importância de abrir a mente e entender que os problemas, muitas vezes, são as oportunidades que precisamos, e ainda, usando o uniforme e os artefatos corretos que, quase sempre, estão disponíveis na nossa caixa de ferramentas. 

É importante notar que se sua vida está isenta de fracassos (com o F, maiúsculo) e outros pequenos tombos, você está deixando de assumir os riscos necessários para chegar onde sonhou. Ficar sem algumas vitórias que foram planejadas, vai ajudar na construção de uma parte indispensável para as suas realizações, vitórias e felicidades.

Lembrando: tudo sempre começa na confiança em si e em outros, para montar sua estrutura e sua trajetória. 

Temos que estar prontos para curar a dor de outros, e o sucesso fica escondido no lugar onde em curar a dor e a ferida do outro e não a si. Se estamos procurando um grande sucesso, precisamos estar dispostos a curar a dor de muitos, precisamos estar prontos para resolver problemas grandes, pois aí estará uma enorme oportunidade. 

Mas, tudo começa onde depositamos nossa confiança. Será que podemos confiar em nós mesmos? Será que podemos confiar em nossos tutores, professores e mestres? Estamos confiando no caminho certo? São essas dúvidas que venho falando e que nos desviam de nossa trajetória. 

Abordar a questão da confiabilidade é um pacote de ações e decisões que fazem nossa flecha ir ao centro do alvo. O problema nasce quando fazemos a pergunta de forma vazia, pois aí, teremos respostas que não farão diferença na decisão de ir para a direita, esquerda ou seguir em frente.

Em muitas passagens bíblicas, a confiança foi substituída pela palavra refúgio. Em outras foi usada, mas sempre como confiabilidade. Então, por isso, talvez seja confundida com a ação de confiar; que faz aquilo que eu espero que seja feito ou aquele que entrega a minha encomenda. O problema é que aí o papel daquele que confia, pode ser confundido com a figura do tiranizado, que se o tirano me der o que eu preciso, eu estarei feliz. 

Eu, por exemplo, jogo nas loterias e no cassino, crio meu limite de perder e jogo quando realmente ganho, já quando não ganho, eu não perco – apenas escolhi como gastar meu dinheiro. Parece o jogo do feliz, mas, na verdade, tudo na vida é assim: se sabemos o quê e o quanto podemos perder, ganhar faz parte do risco. 

Não podemos deixar que aquilo que fazemos, venha interferir no que podemos fazer. Nunca, a ação pode ser limitante e, sim, expansiva. Inclusive na política. Não podemos permitir que a nossa visão se sobreponha à nossa razão. Votamos em um candidato, porque depositamos a confiança e criamos a confiabilidade desse político fazer alguma coisa que ele prometeu. Só que quando, no poder, ele age exatamente como falou que não o faria e que era indecente fazer, muda o propósito. 

Precisamos denunciar, gritar, desenhar o X na mão, senão, estamos fazendo como a mulher do DJ ‘sei lá quem’ (nunca havia ouvido falar no cabra safado) que apanhava e precisou ser exposta com filmes gravados da violência para todo mundo acreditar. 

Precisamos usar sempre a razão para não ficar decepcionado com a quebra da confiança e com o fim da confiabilidade. Quanto maior a expectativa, maior a decepção se depositarmos nossa confiabilidade na pessoa errada.

Como diz o provérbio: Deus dá as nozes, mas não as quebra.

Pense nisso, você consegue! 

Marco Alevato