Cientistas anunciam que vacina de Oxford contra Covid-19 é segura e induz resposta imune

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Uma equipe de cientistas da Universidade de Oxford divulgou, nesta segunda-feira (20), que a vacina experimental da AstraZeneca se mostrou segura e produziu resposta imunológica em testes clínicos de estágio inicial feitos em voluntários saudáveis.

Os resultados da Fase 1/2, publicados segunda-feira na revista científica The Lancet, também mostraram que a vacina desencadeou uma resposta do sistema imunológico, de acordo com amostras de sangue coletadas de voluntários do estudo.

“O que estamos relatando hoje é o resultado de um estudo de fase 1 em mais de 1000 pessoas, analisando o desempenho dessa vacina em termos de segurança, o que é bom e as respostas imunes, que são bastante emocionantes”, professor Adrian Hill, diretor do Oxford Jenner Institute, disse à ABC News.

Essa descoberta dá aos pesquisadores uma dica promissora sobre a eficácia da vacina, mas especialistas dizem que apenas os resultados de um estudo maciço da Fase 3 em andamento mostrarão se a vacina realmente funciona para proteger as pessoas da infecção por Covid-19.

No entanto, os pesquisadores foram incentivados a ver neste estudo de Fase 1/2 que a vacina de Oxford parecia ativar várias partes do sistema imunológico. A vacina era segura, sem efeitos adversos graves, embora algumas pessoas tenham relatado efeitos colaterais como fadiga e dor de cabeça.

A Universidade de Oxford fez parceria com a empresa farmacêutica AstraZeneca, que recebeu um investimento de US $ 1,2 bilhão do governo dos EUA para ajudar a acelerar o desenvolvimento e garantir que os cidadãos dos EUA tenham acesso à vacina, caso ela seja bem-sucedida.

A vacina de Oxford usa tecnologia de vacina que contém o material genético do vírus, mas não se replica ativamente dentro do corpo, o que significa que não deve deixar as pessoas doentes.

Em vez disso, ele foi projetado para desencadear uma resposta do sistema imunológico que, uma vez preparada, deve estar pronta para atacar o novo coronavírus se uma pessoa for exposta.

Ao analisar o sangue de mais de 1.000 voluntários do estudo, os pesquisadores foram capazes de determinar que a vacina parecia causar seu corpo a produzir anticorpos contra vírus, que são proteínas liberadas pelo organismo para neutralizar vírus invasores.

A vacina de Oxford é um dos 23 candidatos a vacina atualmente sendo testados em estudos em pessoas de todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. É também uma das únicas duas vacinas – juntamente com a empresa chinesa Sinovac – que avançou para grandes testes de Fase 3 com dezenas de milhares de pessoas.

Dois outros esforços de vacinas – um da Moderna e outro da Pfizer e da BioNTech – estão programados para iniciar os testes da Fase 3 este mês e já divulgaram resultados da Fase 1 que também parecem capazes de desencadear várias partes do sistema imunológico. (Com informações e foto ABC News)