A revolução do Streaming

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Se você tem 20 e poucos anos, aí vai uma pergunta:

Você teria paciência para esperar aquela música que você tanto gosta, tocar de novo no rádio?

Provavelmente não, porque hoje basta um clique no celular e pronto. Pois é, eu já tive essa paciência e vibrava quando conseguia gravar aquela esperada música nas minhas fitas cassetes. Assim, eu podia ouvir quando eu quisesse, sem precisar comprar.

Entre nós, há apenas 10 anos de diferença, mas existe um abismo no que diz respeito à tecnologia. As coisas mudaram rápido e a nossa pressa de ouvir e ver o que queremos, agora,  se resolveu com o Streaming, o serviço de transmissão de áudio e vídeo via internet. Provavelmente o Youtube seja o que temos de mais popular hoje. A plataforma de vídeos surgiu em 2005 e, a partir daí, abrir o seu próprio canal é simples, barato e lucrativo.

Mas bem antes, já tinha gente usando streaming em transmissão de eventos. Em 1995 a ESPN levou ao ar um jogo de beisebol entre Seattle Mariners e os New York Yankees, mas apenas a narração, nada de imagem.

Falando em som, o mercado da música deve a vida ao streaming.  Por volta do ano 2000, a indústria fonográfica estava em decadência, com vendas de CDs despencando, lojas de discos desaparecendo e a pirataria em alta. Houve quem fizesse piada sobre o streaming de músicas, porque afinal, quem gostaria de pagar por um álbum online? Steve Jobs da Apple, foi um dos que acreditaram no “sim” do consumidor e a iTunes Store virou uma referência. A pirataria não acabou, mas milhões de p

essoas preferiram assinar e pagar por um serviço de qualidade.

É preciso registrar que o aumento na banda de internet em todo o mundo foi fundamental para streaming ganhar força. Nossos computadores pessoais e

smartphones também receberam reforços potentes em seus processadores.  Lembro que 20 anos atrás, a folha de pagamento da empresa onde eu trabalhava, levava um dia inteiro para processar!

O hábito de assistir TV e ouvir música nunca mais foi e nem será o mesmo depois do “boom” dos serviços de Streaming. Com a rapidez e praticidade da informação e uma programação variada e disponível na hora que o cliente quiser, o serviço chegou para ficar.  Netflix, Youtube, Apple, Xbox, Spotify, Crackle, Deezer, Google Play Music são algumas das empresas que utilizam o Streaming para prestar serviços aos usuários.

Cada vez mais populares esses serviços são “o futuro” quando o assunto é distribuição de filmes, seriados, músicas e outros conteúdos multimídia. O streaming trouxe liberdade de escolha e acesso a um acervo que o co

nsumidor nunca teve antes, isso sem falar na diminuição dos custos. No último trimestre de 2017, 527 mil assinantes cortaram o cabo, num movimento cada vez mais crescente nos EUA chamado “Cord Cutters”. Nos três meses anteriores, mais de 750 mil pessoas cancelaram suas contas de TV a cabo – o pior período da indústria até o momento.

Na verdade, nos últimos 12 meses, a Amazon Prime duplicou seus assinantes em mais de 80 milhões de contas.  A Netflix, entretanto, tem mais de 50 milhões de assinantes. Esses números são impressionantes, especialmente porque atualmente há 48 milhões de pessoas que pagam por canais de tv online, via Streaming, nos EUA.

Transmissão ao vivo

Oferecer transmissões ao vivo era o que faltava para alcançar totalmente a plataforma de serviços oferecidos pela televisão por assinatura, uma façanha que vários novos serviços on-line alcançaram recentemente. Eles oferecem uma mistura de canais ao vivo com conteúdo “on demand”.

Quando e onde quiser

A ideia de consumidores sentados em suas salas de estar assistindo programas de televisão em horários programados, especialmente entre as gerações de jovens, dá lugar rapidamente a um mercado de telespectadores que usam múltiplos dispositivos dentro e fora de suas casas para acessar conteúdos quando quiserem.