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terça-feira, julho 23, 2024

A chegada ao ponto sem retorno – por Giovanni Alevato

por Giovanni Alevato 

Após o anúncio da ONU de que as mudanças climáticas já são irreversíveis, nossas piores expectativas foram confirmadas. Não importa agora apontar os culpados, os erros cometidos por todos no planeta subjugaram os acertos daqueles que foram conscientes em suas escolhas. Acontece, que apesar de termos chegado ao famoso “ponto sem retorno”, ainda temos meios de reverter os males feitos ao Planeta Terra, e esses meios são as nossas escolhas.

Mistér se faz, entender primeiramente que as mudanças climáticas são cíclicas, tiveram uma piora forte após a “revolução industrial” em 1895, e, no atual cenário, um dos piores poluidores, são as produções de alimentos, que com uma população crescente, apesar da pandemia da Covid, precisamos de cada vez mais áreas para alimentar o povo. Colocar a culpa só no agronegócio também não é justo. Nosso estilo de vida, em que gastamos cada vez mais energia elétrica e para tal demandamos cada vez mais a queima de combustíveis fósseis, aliados à nossa dependência dos transportes individuais, que também são extremamente poluentes, visto que nossa frota é alimentada também pelos combustíveis fósseis, além de emitirmos toneladas de gases estufa, são paradigmas que precisamos quebrar. Tomar atitudes, modificar nosso estilo de vida, é extremamente difícil e precisamos ser membros modificadores dentro da sociedade, mesmo que em um primeiro momento tenhamos a impressão de que estamos sozinhos nessa guerra. Pior seria se ninguém fizesse nada.

A Mídia, que se arroga de palmatória do mundo ou até mesmo de meio moderador, raramente divulga sua “pegada ecológica” ou se coloca de alguma forma em condições de cobri-la; antes porém, eles apontam ”culpados” e, estes “culpados” quando deixam de ser governantes tem a seu favor a continuidade dos atos e inações de seus substitutos. Vemos que os incêndios na Califórnia e na Europa continuam, as mudanças climáticas vão muito além dos Presidentes dos países em que acontecem a modificação dos regimes de chuvas, frio excessivo ou calor escaldante, em partes do Planeta em que tínhamos clima temperado.

Como sempre digo, este é o único planeta viável, e é muito mais barato e fácil implementarmos meios e modos para vivermos nele do que procurarmos por outros. A pandemia nos deu um ótimo exemplo de que quando se tem vontade politica as mudanças são feitas, mas quando a politicagem entra na equação temos como resultado final o que estamos vivenciando.

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