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Uma cara assustadora esculpida em abóboras iluminadas por velas, morcegos e fantasmas, bruxas e suas vassouras voadoras – estes são alguns dos símbolos do Halloween, a celebração que acontece no dia 31 de outubro.

Mas como surgiu o Halloween?

Pelos relatos históricos, os celtas que habitavam há dois mil anos o que hoje chamamos de Irlanda e Reino Unido, comemoravam o Ano Novo no dia 1º de Novembro. A data marcava o fim do verão e da colheita. Era também o começo do inverno, considerada a estação da escuridão. A véspera do dia da mudança, 31 de outubro, representava para os celtas a mistura do plano dos vivos e dos mortos, e era chamada de Samhain. Para esses povos antigos, fantasmas ficavam soltos e dominavam a terra, destruiam plantações e causavam arruaças.

Segundo a mitologia, entre os séculos 5 e 6,  quando conquistaram os territórios celtas, os romanos transformaram a data na celebração dos mortos, a Lamuria. No ano de 602 mais uma mudança. A Igreja Cristã transformou a Lamuria no Dia de Todos os Santos. E o dia 2 de novembro passou a ser o Dia de Todas as Almas, o Dia de Finados que conhecemos. Muito conhecida também,  é a tradição do Dià de los Muertos, uma celebração mexicana de origem indígena, que começa no dia 31 de outubro e vai até o dia 2 de novembro.

Halloween nos Estados Unidos

Em inglês, Dia de Todos os Santos é “All Hallows Day”. A véspera, 31 de outubro, portanto “All Hallows Eve”, o atual “Halloween”.  A tradição ancestral chegou aos Estados Unidos no século 19 com os imigrantes ingleses e irlandeses. Foi no século 20, que o também chamado Dia das Bruxas saiu do âmbito religioso e juntou ao seu caldeirão de influências o impulso comercial.

O que hoje dá o tom da celebração do Halloween são elementos ligados ao folclore da bruxaria. De casa em casa, em busca de guloseimas, as crianças vão fantasiadas com a pergunta na ponta da língua: “Trick-or-treat ?”, que na tradução livre significa “Doçura ou travessura?”. A resposta é que vai dar o rumo dessa gostosa brincadeira.