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Estudo revela que notícias falsas têm 70% mais chance de viralizar que as informações verdadeiras

Nos últimos anos a internet, principalmente as redes sociais, foram tomadas por uma avalanche de notícias falsas, conhecidas como fake news. Em menos de 30 minutos, uma pessoa ou um grupo mal-intencionado, pode montar uma página na internet e criar as notícias mais absurdas. O grande problema é que muitas pessoas não conseguem fazer a distinção entre uma fonte de informação séria e uma que promova apenas inverdades. O pior é que muita gente, além de acreditar, compartilha as tais fake news. E num efeito cascata, o notícia mentirosa atinge milhões de pessoas.

Fake News é tema de estudo

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) nos Estados Unidos – instituição de ensino reconhecida mundialmente pela qualidade de cursos de ciências exatas e de áreas vinculadas à tecnologia – realizaram o maior estudo feito até agora sobre a disseminação de notícias falsas na internet. A conclusão é que as informações falsas têm 70% mais chances de viralizar que as notícias verdadeiras. A pesquisa foi publicada em março de 2018, na revista Science. Os cientistas analisaram todas as postagens que foram verificadas por seis agências independentes de checagem de fatos e que foram disseminadas no Twitter desde quando a rede social foi lançada em 2006, até 2017.

No total, mais de 126 mil postagens foram replicadas por cerca 3 milhões de pessoas por 4,5 milhões de vezes.

Cada postagem verdadeira atinge, em média, mil pessoas, enquanto as postagens falsas mais populares atingem de mil a 100 mil pessoas.

De acordo com o estudo, as notícias falsas ganham espaço na internet de forma mais profunda, mais rápida e com mais abrangência que as informações verdadeiras.

Pela conclusão do estudo, quando a notícia falsa é ligada à política, o alastramento é três vezes mais rápido. Outra conclusão que surpreendeu os pesquisadores  é que os robôs aceleram a disseminação de informações falsas e verdadeiras na mesma intensidade. Isto significa que as notícias falsas se espalham mais que as verdadeiras, porque os humanos têm mais probabilidade de disseminá-las. A pesquisa também mostrou o perfil das pessoas que divulgam notícias falsas na internet. E ficou constatado que os usuários que espalham notícias falsas no Twitter têm menos seguidores, seguem menos gente, são menos ativos e estão na rede social há menos tempo, em comparação aos usuários que replicam notícias verdadeiras. O estudo teve foco nos Estados Unidos, mas foram estudadas as postagens escritas em inglês no mundo todo e que passaram pela verificação das agências de checagem de fatos.

Como identificar uma fake news

A primeira dica é analisar se a fonte da mensagem é desconhecida ou de origem suspeita. Se a informação se apresentar de forma viralizada na timeline, é muito importante checar a integridade do portal de notícias onde a informação foi publicada. Colocar o assunto no buscador do Google, pois se a informação for verdadeira, vão aparecer muitos sites conhecidos confirmando a notícia. Geralmente os textos das fake news têm erros de português, a postagem é feita de forma ininterrupta e, muitas vezes sem data. Além disso, o título costuma  ter adjetivos apelativos. Se for confirmado que se trata de uma fake news, é muito importante denunciar a publicação ou a página caso esteja no Facebook. Quanto mais denúncias forem recebidas, mais rapidamente aquele conteúdo e a própria página acabarão sendo retiradas das rede sociais. Outro ponto primordial no combate a fake news, é conversar com colegas de trabalho,  amigos e familiares sobre a dimensão desse problema.