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SUSTENTABILIDADE E OS GRANDES AVANÇOS

Nos dias de hoje, a responsabilidade dos gestores de empresas ultrapassa a gerenciamento do próprio negócio. Ela passa pela responsabilidade social e ambiental, além de outras tantas variáveis, na grande equação que se faz na tentativa de dar lucro financeiro aos “stakeholders”, que hoje estão igualmente preocupados com suas atividades e responsabilidades socioambientais.

Nos séculos XIX e XX, as empresas, antes meras fomentadoras de negócios, na tentativa de geração de lucros ao longo dos anos e diante dos novos desafios e das novas obrigações, viram-se obrigadas a se envolver na função de garantidoras da qualidade dos empregos ofertados, de condições de salubridade e de todas as garantias sociais, assim como pagamento de férias, abonos, transporte adequado, uniformes, recolhimento de verbas destinadas à saúde e aposentadoria.

Mas isso não é mais suficiente no século XXI. Essa equação ficou bem mais complexa ante as mudanças do mundo globalizado, em que as fronteiras ficaram menores e os empregos passaram a ser transnacionais, assim como os produtos.

Os países mais desenvolvidos e com maior influência nas decisões mundiais obrigaram os países em desenvolvimento a aumentar suas responsabilidades a fim de permitir e homologar as transações de importação e de transferência de tecnologias.

Os produtos devem receber um “selo” de garantia de que não estão comprometendo a sustentabilidade do planeta, dessa forma garantindo equilíbrio entre os países envolvidos nas transações. Ao final, essas obrigações estreitaram ainda mais as fronteiras e a desigualdade socioambiental entre os países. O aumento de garantias de qualidade e de melhores empregos gerará um potencial de novos mercados ainda não explorados, e isso dará uma oportunidade aos jovens que estiverem preparados para este novo mundo, que não vão esperar um novo século, mas apenas alguns anos, para ver uma imensa mudança.