0
605

Todos os anos, entre junho e novembro, acende o sinal de alerta. É a época em que acontecem os temidos furacões. Mas pelo histórico, são nos meses de agosto, setembro e outubro que o fenômeno climático ocorre com maior intensidade.

De acordo com a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), em uma temporada normal são formadas em média 12 tempestades tropicais, sendo que quase 6 se transformam em furacões e, pelo menos 3 deles alcançam categorias superiores a 3 na escala de intensidade. E, destes, uma média de 1,7 toca o chão nos Estados Unidos.

Mas o que é e como se forma um  furacão ?

Eles são ciclones tropicais que nascem nas águas dos oceanos, geralmente em regiões onde a temperatura superficial da água ultrapassa os 27 °C.

Em uma explicação simples: o ar aquecido pela água quente do mar funciona como uma espécie de combustível para a formação desse potente sistema. O sol aquece a água do mar e o vapor da água sobe favorecendo a formação de nuvens pesadas de tempestade. A medida que as correntes de vento se fortalecem, as nuvens absorvem ainda mais o ar quente e úmido. Carregadas de umidade, essas nuvens se juntam e formam um sistema de baixa pressão atmosférica que são grandes redemoinhos que começam a girar mais rápido sobre o oceano indicando que um furacão está prestes a se formar. O primeiro estágio desse sistema é chamado de depressão tropical, quando os ventos chegam até 50 quilômetros por hora. Passando disso, o sistema ganha força, se torna uma tempestade tropical e quando a velocidade dos ventos atinge 119 quilômetros por hora, a área de tormenta vira um furacão. Bem no centro deste sistema tem o que se chama de olho do furacão. Mas apesar de dar a impressão de que é algo assustador, no olho da tempestade tudo é calmo e tranquilo. Por dentro do olho, as correntes de vento sopram de cima para baixo, fazendo com que essa área seja mais estável, sem nuvens carregadas, apesar da baixa pressão. É importante ressaltar que um furacão pode atingir de 200 a 400 quilômetros de diâmetro.

De olho no furacão !

A boa notícia é que os furacões podem ser observados pelos satélites meteorológicos que monitoram a Terra e que conseguem acompanhar uma tempestade desde o começo. Quando um furacão é detectado, os centros de monitoramento podem enviar um avião metereológico de observação para a área do fenômeno. De dentro do olho do furacão, o avião de reconhecimento coleta dados de pressão, temperatura, precipitações, velocidade e direção dos ventos.

Em qual categoria?

A força de um furacão é medida pela escala Saffir-Simpson que vai de 1 a 5. Ela foi criada em 1969 pelo engenheiro civil Herbert Saffir e pelo meteorologista Robert Simpson, na época diretor do Centro Nacional de Furacões, dos Estados Unidos. Durante a passagem de um furacão, a escala Saffir-Simpson é usada para dar a estimativa do potencial risco de danos e inundações. Cada categoria é avaliada através da velocidade do vento mantida durante 1 minuto. O furacão pode durar vários dias, e isso faz com que ele tenha oscilações de categorias.

6 Furacões que castigaram os Estados Unidos

Irma

O furacão Irma atingiu os Estados Unidos em setembro de 2017, quando tocou a terra na região da Florida Key, no extremo sul do estado, na categoria 4. Por causa do fenômeno devastador, 1 milhão de pessoas ficaram sem energia elétrica e mais de 6 milhões de pessoas tiveram que deixar as casas. O Irma provocou uma das maiores evacuações na história dos Estados Unidos.

Sandy

Em outubro de 2012 o furacão Sandy chegou com força em Nova York e Nova Jersey, causando destruição e morte. Apesar de ter sido rebaixado da categoria 2 para 1, o Sandy coincidiu com a maré cheia ao atingir a costa leste dos Estados Unidos, o que provocou inundações. Em oito estados foi decretada situação de emergência. Em Nova York, 375 mil moradores foram retirados das regiões costeiras.

Ike

O furacão Ike, de categoria 2,  atingiu no início de setembro de 2008 a costa do golfo dos Estados Unidos perto de Baytown, no Texas. O saldo foi de 82 mortos e outros 200 desaparecidos. Mas antes de chegar ao solo americano, o furacão destruiu algumas áreas em Cuba e no Haiti, matando centenas de pessoas.

Katrina

Em agosto de 2005  o furacão Katrina atingiu a costa sul dos Estados Unidos. A tempestade tropical que alcançou categoria 3 em terra firme e categoria 5 no oceano Atlântico, foi a responsável pela evacuação de mais de um milhão de pessoas, sendo que aproximadamente 1.800 pessoas morreram. Nova Orleans foi a cidade mais afetada onde bairros inteiros ficaram submersos.

Charley

De categoria 4, o furacão Charley atingiu em agosto de 2004 os estados americanos da Flórida e Carolina do Sul. As fortes rajadas de ventos atingiram centenas de casas em Punta Gorda, na Flórida. E em todo o estado milhares de pessoas ficarm desabrigadas e mais de 2 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica.

Andrew

Foi em meados de agosto de 1992, que o furacão Andrew atingiu a classificação máxima de intensidade e gravidade. Com ventos de mais de 250 quilômetros por hora, na categoria 5, o furacão Andrew afetou do norte das Bahamas ao sul da Flórida, sendo considerado um dos mais devastadores ciclones da história dos Estados Unidos. No total, 65 pessoas morreram.

Como se preparar

As autoridades nos Estados Unidos orientam os moradores para que eles se preparem para casos de maior gravidade. São dadas dicas de comunicação, de como organizar uma fuga e do que armazenar em casa. No início da temporada de furacões, os produtos considerados de primeira necessidade para passar pelo fenômeno climático tem a isenção de taxas. E o que mais se escuta neste período é: “Se preparar para o pior e esperar o melhor”.

Algumas Recomendações Importantes

“Kit” de Emergência

Providenciar quantidade suficiente para o prazo de 15 dias

  • Um galão de água por pessoa, por dia
  • Alimentos não perecíveis (enlatados, cereais, leite em pó,etc)
  • Abridor de latas manual
  • Rádio ou televisão portátil à pilha
  • Pilhas extras
  • Lanternas, velas, fósforos e isqueiros
  • Em caso de estar sob tratamento médico, estocar medicamento extra
  • Protetor solar e repelente
  • Produtos de higiene pessoal
  • Utensílios descartáveis (pratos, talheres, copos)
  • Medicamentos e kits de primeiros socorros
  • Baterias extras para aparelhos celulares
  • Lista impressa com números telefônicos e contatos importantes.

Antes do Furacão

  • preparar um “kit” de emergência
  • verificar, com antecedência, a validade e a cobertura da apólice de seguro
  • combinar antecipadamente com parentes e amigos que vivem em outras áreas sobre a possibilidade de hospedagem, na hipótese de uma evacuação
  • acompanhar os noticiários locais ou registrar-se para receber alertas sobre furacões ou tempestades tropicais
  • acatar todas as instruções dos órgãos oficiais, transmitidas via rádio/TV/jornais/internet
  • manter dinheiro e documentos acondicionados em bolsas ou embrulhos de plástico
  • manter cheia d’água a banheira e outros recipientes de grande volume para uso comedido durante e após a tempestade
  • se informar antecipadamente sobre os abrigos públicos mais próximos
  • providenciar um lugar para deixar os animais domésticos
  • manter sempre cheio o tanque de combustível do veículo
  • não instalar geradores dentro de casa ou em lugar sem ventilação, pois há perigo de explosão e emissão de gás carbônico

Durante o furacão

  • monitorar, por rádio ou televisão, as informações sobre o tempo e instruções de oficiais da segurança pública
  • evitar sair de casa durante a tempestade
  • usar lanternas como fonte de iluminação. Não usar velas ou querosene
  • evitar tomar banho ou usar o telefone durante a tempestade

Depois do furacão

  • não sair de casa ou do abrigo (em caso de evacuação) até que as autoridades permitam
  • não transitar por áreas inundadas porque além da possibilidade de contrair doenças, existe o risco, por exemplo, de cabos elétricos rompidos estarem em contato até mesmo com simples poças d’água, o que poderia ocasionar um acidente fatal;
  • verificar as condições da residência e se certificar de que não há riscos à segurança dos moradores