Cidadã de Orlando – Viviane Romanelli

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Viviane Romanelli é Paulista com coração carioca – nascida em São Paulo e criada no Rio de Janeiro –  esbanja energia e alegria em tudo que faz, aliás, são fatores marcantes na sua trajetória como apresentadora de TV

A jornalista e apresentadora da CBTV, Viviane Romanelli, está completando 30 anos de carreira.  Vivi, como é chamada carinhosamente pelo público e amigos, começou no rádio e lá fez escola como produtora, repórter e chefe de redação, numa época que se comparamos com a tecnologia de hoje, podemos dizer que apurar uma notícia era quase uma missão. Essa paulista com coração carioca (Vivi nasceu em São Paulo e mudou para o Rio com 5 anos) esbanja energia e alegria em tudo que faz, aliás, são fatores marcantes na sua trajetória como apresentadora de TV. Ela nos conta nessa entrevista detalhes da sua trajetória e como é participar do avanço da comunicação e evolução da tecnologia.

Com tantos de carreira, quando você olha para trás era tudo o que você imaginava até aqui?

Foi uma surpresa, apesar de quando eu tinha uns 9 anos, ainda cursava o primário,  fui ao Maracanã com a minha tia, via os caras em campo, fazendo as entrevistas, não sabia exatamente o que era, que profissional era aquele, mas eu queria estar em campo, entrevistando as pessoas. E quando fui fazer vestibular não tive dúvidas e escolhi Comunicação Social. Já no terceiro período, eu sempre fui muito cara de pau, pedi estágio na rádio da faculdade Estácio e ali fiquei por seis anos, foi minha escola, fiz esporte, fui repórter, produtora e chefe de produção.

Como você começou na TV?

Depois de muito tempo em rádio eu comecei a me encantar com a TV. Comecei a trabalhar na produção de um programa que se chamava Vibração e Realce na CNT, e depois na produção do programa Só Rio, um programa feminino que passava na CNT, na época apresentado pela Helô Pinheiro e Magda Cotrofe, e depois de um tempo, o diretor do programa, Jorge Queiroz, me consultou se eu poderia apresentar também. Eu nunca tinha feito aquilo, mas vi como uma grande oportunidade, porque era diário e ao vivo, o rádio me deu essa base para lidar com as adversidades de um programa ao vivo e foram 2 anos apresentando esse programa.

Como foi sua ida para o Shoptime?

O diretor, Jorge Queiroz, comentou que estava surgindo um canal novo de vendas, o Shoptime, e como fazíamos alguns comerciais de produtos dentro do programa Só Rio, ele sugeriu que eu mandasse material.  Eu levei no último dia de inscrição, e tudo aconteceu! No teste final eu tinha que apresentar um ralador de queijo e todos os apresentadores usaram o ralador de queijo mesmo, na minha hora, cadê o ralador de queijo? Bom, então não vou fazer o teste. Me deram um telefone sem fio para falar de um ralador de queijo e assim começou tudo.

Você ganhou muita fama no Shoptime, isso foi diferente por ser um programa de vendas?

Não existia um programa de vendas na TV Brasileira. Tudo era novo. Começamos a fazer um programa nos moldes americanos, e entrava com Teleprompter e  e gravado. Na segunda fase, tudo mudou e começamos fazer ao vivo.  E ai, os erros acontecem, lembro-me da panela de macarrão com escorredor que não funcionou e escorregou tudo.  Isso parece ruim, mas trouxe uma aproximação enorme das pessoas, que não era tudo perfeitinho, que erros aconteciam, como acontece na casa de todo mundo.  Depois o canal cresceu muito, o programa virou referência e era assistido por famílias inteiras e até presidiários, foi inovador, eu virei celebridade de um canal de vendas.  Foram 8 anos no Shoptime.

O que você acha do título “Ela sabe vender”?

Eu não estava ali somente para vender, o programa era um encontro de amigas, era assim que eu via o Shoptime, a vida como ela é. Eu sou estabanada,  então na cozinha, quando eu derrubava algo, as pessoas se identificavam, como eu disse isso aproximava as pessoas, porque os programas de culinárias são muitos certinhos. Participei de todos os quadros no Shoptime, beleza, ginástica, mas a culinária sempre me pegou de jeito.

Como a cozinha surgiu na sua vida?

Minha avó e minha mãe cozinhavam muito bem, e eu sempre as acompanhava e fui aprendendo e gostando, até que se tornou prazeroso. Com a culinária nos programas fui gostando ainda mais, por exemplo, aprendi muito com o programa do Rodolfo Botini, no Shoptime, ele era  gourmet, chef, daí eu ia pra casa e treinava as receitas que aprendia.

A partir daí você sempre se manteve conectada com a culinária, principalmente nos programas que você apresentou.

Fiz dois períodos de culinária para ter um pouco mais de conhecimento sobre os alimentos. Mas logo, a Band me convidou para fazer o programa dia a dia, na qual fiquei 2 anos como apresentadora. O dia a dia era um programa feminino com quadro de culinária. Depois fui pra TV Gazeta. Depois fui convidada para fazer o programa da Palmirinha, no qual eu convidava algumas pessoas para fazer as comidas comigo, e fazia muitas participações na rua com o público.

Hoje você é contratada da CBTV e apresenta o programa Cidades de Orlando, como foi isso tudo?

Eu venho para Orlando com a minha família há 25 anos, e eu digo que ideia do programa nasceu dessas minhas viagens.  No começo, conhecíamos a Internacional Drive e visitávamos os parques da Disney e Universal. Depois alguns amigos passaram a vir morar aqui, e ao invés de ficarmos hospedados em hotéis, passamos a alugar casa de temporada, e com isso passei a conhecer Windermere, Winter  Garden, que para mim eram bairros, mas que são cidades. Quando fui conversar com o PH, Paulo Henrique Castanheira, diretor da CBTV, claro que falamos de um programa de culinária, mas a grade já estava preenchida com 2 programas. Lembrei daquela ideia lá do passado, então apresentei  projeto para mostrar Orlando de uma outra maneira, baseado até mesmo em experiências. As cidades ao redor de Orlando são super interessantes, com ótimas opções de passeios, programação cultural que a maioria das pessoas desconhece. Através do programa Cidades de Orlando, mostramos outro lado, que o turista ou morador pode sim fazer parque, comprinhas, e que isso é maravilhoso, mas é melhor ainda conhecer também Saint Petesburg, Daytona, Mont’dora, Winter Garden, Windermere, Baldwin Park, que são cidades belíssimas e que ficam tão pertinho. Um programa para quem está passeando e para quem mora aqui.

Como você vê a CBTV e o futuro da TV por streaming?

Esse é o caminho certo. Imagina, eu comecei no rádio, há 30 anos, quando não tinha internet, telefone portátil, quando eu vejo que o meu programa pode ser visto onde quer que a pessoa esteja pelo computador, celular, isso não é incrível? Essa comunicação prática e rápida é o futuro, e cada vez mais promissor. É por isso, que eu tenho certeza que escolhi o caminho certo.

Além da CBTV, vocês agora abriram um brigaderia em Orlando?

Era desejo de toda família viver de Orlando. Visitamos vários negócios e ficamos encantados com a Oh my Gosh brigadeiros, que já faz sucesso em Miami há 3 anos. Tinha que ser algum negócio ligado a culinária. Mas quem está à frente da brigaderia aqui em Orlando é minha filha Natália Romanelli e o marido Herman Azevedo.  A loja em Orlando é a primeira loja na cidade inteiramente dedicada a brigadeiros. Graças a Deus tem sido sucesso, não tem jeito o brigadeiro é paixão dos brasileiros, mas os americanos também ficam encantados com essa delícia e sempre se expressam com um “Oh, my gosh”.

BATE BOLA

  • Sonho de consumo – Comprar uma casa para minha filha.
  • Qual o produto mais difícil que você já vendeu? Um descascador de alho, que eu achava um produto inútil (risos), se eu pudesse me recusaria na época falar do produto.
  • O  que mais legal você já vendeu? Aparelho de waffle e o aparelho de donuts.  Um dia abrimos com uma pilha de donuts, em silêncio eu joguei calda de chocolate por 1 minuto nos donuts, o telefone não parou de tocar!
  • Seu sucesso na cozinha – Risoto de camarão com morango, camarão com catupiry e arroz com feijão.
  • Seu prato preferido – os meus sucessos na cozinha.
  • Salgado ou doce – Brigadeiro.
  • Qual a sua cidade de Orlando? Winter Garden