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Do you speak English?

Em um mundo globalizado falar inglês é fundamental. Para muita gente, aprender um novo idioma é uma ideia por si só assustadora. Milhares de palavras desconhecidas, uma estrutura gramatical completamente diferente e a grande chance de passar por algum constrangimento são suficientes para intimidar quem enfrenta o processo de aprendizado. Um desafio que, quando vencido, traz inúmeras aptidões.

As habilidades adquiridas com a prática de um novo idioma são benéficas no trabalho, nas leituras ou conversas informais, e em muitas outras atividades diárias. Pesquisas mostram que há uma correlação direta entre bilinguismo e inteligência, capacidade de memória e melhor desempenho acadêmico. À medida que o cérebro processa informações com mais eficiência, é capaz de evitar o declínio cognitivo relacionado ao avanço da idade.

Brasil é o 9º país no mundo a enviar estudantes para os Estados Unidos

Segundo o Relatório Open Doors 2019 publicado pelo Instituto de Educação Internacional e pelo Escritório de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado dos EUA, mais de 16 mil alunos brasileiros estão fazendo graduação, pós graduação, ou outros cursos mais específicos. Os cinco estados que mais recebem estudantes do Brasil são a Flórida, Califórnia, Nova York, Massachusetts e Texas.

Mas como estudar? Qual o método de ensino mais eficiente? Estas são apenas algumas das inúmeras perguntas que surgem quando se decide aprender inglês.

O assistente supervisor acadêmico de uma escola em Orlando, Oscar Viloria, explica que os estudantes precisam adaptar as suas vidas a esse processo de aprendizado. “O maior investimento que o aluno faz é gerenciar o próprio tempo. Nas atividades do dia a dia, sempre que possível, usar o idioma que está aprendendo. Mesmo não falando corretamente, é preciso arriscar. O medo é muito frequente, mas isso é totalmente aceitável por uma pessoa que está estudando algo novo. Simular situações cotidianas é essencial.” ele argumenta.

Para uma experiência mais personalizada, o poliglota Oscar recomenda ler e assistir coisas pelas quais a pessoa já tem interesse.”Se gosta de cozinhar, compre um livro de culinária na língua estrangeira. Se gosta de futebol, assista a um jogo em inglês. Mesmo que aprenda apenas umas poucas palavras por dia, será mais fácil relembrá-las mais tarde”, diz ele. Outra dica é praticar com um interlocutor cara a cara, seja um falante nativo, alguém muito fluente no idioma ou até mesmo o professor em sala de aula. “Vi pessoas bilíngues em menos de um ano, assim como pessoas que demoram um pouco mais. O importante é saber que não é impossível.”, garante o assistente supervisor acadêmico.

A experiência de Oscar Viloria com estudantes internacionais é tamanha, que ele orienta os professores que coordena a usarem uma metodologia diferenciada, visando as necessidades individuais para capacitar os alunos com confiança. “É necessário inovar, evoluir. Eu sempre digo para os meus alunos não terem medo de expressar as suas necessidades e os seus objetivos. No começo parece impossível, com o tempo se ganha familiaridade e depois deslancha. Por isso, é preciso sair da zona de conforto e se adaptar à mudança de vida, porque é literalmente o que as pessoas encontram quando aprendem inglês: uma mudança na rotina, nas amizades, no trabalho, nos pensamentos e na visão do mundo.”